A questão gerou inquietação nas autoridades. Duas semanas antes do acidente, os deputados Claudio Caiado e Hugo Leal enviaram um ofício solicitando a intensificação da fiscalização e a implementação de punições rigorosas para os infratores, incluindo multas e a suspensão de licenças de pilotos. “É imprescindível descobrir o que ocorreu e reforçar a fiscalização para garantir que tragédias desse tipo não se repitam. Vidas não podem ser colocadas em risco”, declarou o deputado Caiado, expressando sua solidariedade às vítimas.
O helicóptero que decolou do Aeroporto de Jacarepaguá, a poucos quilômetros do local do acidente, estava com apenas o piloto a bordo, enquanto o outro fazia sua rota a partir do Aeroporto Santos Dumont, situado no coração da cidade. A movimentação em torno do Aeroporto de Jacarepaguá é um tema debatido desde 2009. Em 2012, uma colaboração entre moradores e as Forças Armadas resultou em novas cartas de navegação, devido ao impacto que as rotas aéreas já causavam nas comunidades locais.
No entanto, a situação se agravou a partir de 2020, com uma intensificação das operações offshore e a introdução de serviços aéreos comerciais regulares, levando os moradores a relatar um aumento no tráfego aéreo em altitudes mais baixas. Em 2021, a Comissão de Defesa Civil da Câmara Municipal acionou o Ministério Público para investigar os riscos associados ao crescimento descontrolado do tráfego aéreo na região. Apenas após a instalação de radares em 2025, representantes de entidades locais relataram uma melhora relativa na situação. A recente tragédia reascendeu o debate sobre a necessidade urgente de uma regulamentação mais rigorosa para garantir a segurança no espaço aéreo da cidade.





