Traficantes da Favela do Quitungo Torturam Motociclistas e Moradores em Rio; Polícia Efetua Prisões e Investiga Casos de Violência

A Polícia Civil do Rio de Janeiro está investigando uma série de denúncias alarmantes envolvendo tortura e ameaças de morte dirigidas a moradores e motociclistas de aplicativos por parte de traficantes na favela do Quitungo, localizada na Penha, Zona Norte da capital fluminense. Até o momento, pelo menos três casos de agressão já foram confirmados pelas autoridades. O incidente mais recente aconteceu em 11 de junho, quando um motociclista foi capturado e alvejado por membros da facção criminosa Comando Vermelho (CV).

Na última segunda-feira, a 38ª DP, situada em Brás de Pina, lançou uma operação com o intuito de prender dez suspeitos envolvidos nesses atos de violência. Entre os procurados está Carlos da Costa Neves, conhecido como Gardenal, apontado como um dos principais responsáveis pelos episódios de tortura. Gardenal conseguiu escapar da ação policial, mas três pessoas foram detidas, incluindo duas em flagrante, e um adolescente foi apreendido. A operação resultou na apreensão de drogas, munições e uma arma.

De acordo com o delegado Bruno Ciniello, uma das vítimas confirmadas é um motociclista de aplicativo que, após deixar um passageiro na favela, foi atacado por traficantes do CV. O Quitungo tem sido um ponto estratégico para bandidos que disputam território com facções rivais, como o Terceiro Comando Puro (TCP), que controla o Complexo de Israel, vizinho ao Quitungo. O líder do TCP, Álvaro Malquias Santa Rosa, conhecido como Peixão, é uma figura central nessa batalha pelo controle territorial.

Ciniello reforçou que os criminosos do Quitungo têm abordado motociclistas e moradores, acreditando erroneamente que eles estariam fornecendo informações para facções rivais. O caso do dia 11 de junho envolveu um motociclista cercado por homens armados enquanto manipulava seu celular. Os atacantes revistaram seu aparelho e o agrediram brutalmente. Quando a vítima estava prestes a ser executada, conseguiu acelerar sua moto e, mesmo após ser baleada, conseguiu escapar da situação crítica.

Além dos três casos confirmados, cujos detalhes permanecem resguardados, outras informações revelam que a polícia já identificou dez pessoas como participantes do ataque ao motociclista. Todas elas têm mandados de prisão emitidos. A operação contou com o envolvimento não apenas da 38ª DP, mas também de agentes da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) e do Departamento-Geral de Polícia da Capital (DGPC), demonstrando a seriedade e a complexidade do combate ao crime organizado na região.

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