Os representantes dos trabalhadores expressam sua frustração diante da recusa da Verde Alagoas em avançar nas discussões. Apesar das várias propostas apresentadas pela categoria, a empresa tem ignorado as solicitações e até rejeitado tentativas de mediação judicial promovidas pela Justiça do Trabalho, que poderiam facilitar um acordo.
Dafne Orion, presidenta do Sindicato dos Urbanitários, criticou severamente a falta de compromisso da empresa em dialogar de maneira responsável. A sindicalista destaca que esse comportamento não só compromete os direitos dos trabalhadores, mas também demonstra uma ausência de respeito pelo processo de negociação que deveria ser conduzido de forma produtiva.
A categoria também apontou perdas salariais acumuladas e a estagnação em diversas cláusulas sociais como fatores que têm gerado uma forte indignação entre os trabalhadores. A insatisfação crescente resulta da falta de respostas claras e efetivas por parte da Verde Alagoas, que, segundo o Sindicato, tem adotado uma postura de intransigência.
Com a greve prestes a ser iniciada, os efeitos já são esperados nas atividades da empresa. A paralisação, que foi deliberada de forma unânime na assembleia, ocorrerá caso a Verde Alagoas não apresente uma proposta que atenda às reivindicações da categoria e demonstre um real desejo de reabrir o diálogo.
Dafne Orion espera que a empresa reconheça a importância de valorizar seus trabalhadores e que, ao final, possa oferecer uma proposta que alinhe os interesses de ambas as partes, contribuindo para evitar prejuízos ainda maiores durante o processo de negociação. Essa mobilização, portanto, não se restringe a uma mera manifestação de descontentamento, mas reflete a luta por direitos e reconhecimento no ambiente de trabalho.
