Trabalhadores da GM aprovam greve por tempo indeterminado em unidades de São José dos Campos, Mogi das Cruzes e São Caetano do Sul.

Trabalhadores da General Motors (GM) aprovaram uma greve por tempo indeterminado a partir desta segunda-feira, em resposta às demissões anunciadas no sábado nas unidades de São José dos Campos, Mogi das Cruzes e São Caetano do Sul. A decisão foi tomada em assembleias realizadas no domingo em frente ao Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região.

Os funcionários exigem o cancelamento dos cortes e a reintegração de todos os trabalhadores demitidos. De acordo com o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, as demissões foram comunicadas aos funcionários por telegrama e e-mail, sem qualquer negociação prévia com os representantes dos trabalhadores.

A GM possui um acordo de layoff em São José dos Campos, firmado em junho, que garantia estabilidade no emprego até maio de 2024 para cerca de 1.200 operários da planta. No entanto, as demissões rompem esse acordo e foram feitas sem seguir a legislação, que exige negociação prévia em casos de cortes em massa.

Em nota, a montadora afirmou que precisou ajustar seu quadro de empregados após tentativas de readequação da produção, como lay off, férias coletivas, days off e proposta de um programa de desligamento voluntário. A empresa reconheceu o impacto das demissões na vida das pessoas, mas destacou a necessidade da adequação para garantir a sustentabilidade futura.

O sindicato convocou uma assembleia unificada na porta da GM nesta segunda-feira, com a participação dos trabalhadores dos três turnos. O vice-presidente do Sindicato, Valmir Mariano, afirmou que não serão toleradas nenhuma demissão e exigiu medidas imediatas dos governos federal e estadual para o cancelamento das demissões.

Além das unidades afetadas pela greve, a GM possui fábricas em Gravataí, no Rio Grande do Sul, e em Joinville, em Santa Catarina. No último balanço financeiro, a empresa reportou vendas de 78 mil veículos no Brasil, entre abril e junho, uma alta de 18,18% em relação ao mesmo período do ano passado.

No entanto, a montadora também anunciou sua intenção de ampliar os cortes de custos para reduzir despesas em US$ 3 bilhões no próximo ano, um aumento em relação à previsão anterior de US$ 2 bilhões.

Nos Estados Unidos, a GM enfrenta uma onda de greves juntamente com as montadoras Ford e Stellantis, iniciada em setembro, com os sindicalistas exigindo melhorias salariais. No Brasil, o setor automotivo tem enfrentado paralisações, layoff e férias coletivas desde o início do ano devido aos altos estoques e ao desaquecimento das vendas.

Jornal Rede Repórter - Click e confira!


Botão Voltar ao topo