Trabalhadores da Educação estadual suspendem greve e retomam atividades com reajuste salarial de 5,79% em Alagoas

Os trabalhadores da Educação da rede pública estadual decidiram suspender a greve que já durava quase duas semanas. A decisão foi tomada em assembleia realizada nesta quarta-feira (6), e as atividades serão retomadas na próxima segunda-feira (11).

A greve havia sido decretada no dia 24 de agosto, mas logo no mesmo dia foi considerada ilegal pelo desembargador Orlando Rocha, em resposta a uma ação movida pelo Estado de Alagoas. A decisão do desembargador se baseou no fato de a paralisação não ter sido devidamente comunicada no prazo exigido por lei. A Justiça determinou uma multa diária de R$ 5 mil em caso de descumprimento da ordem de retorno imediato às salas de aula. No entanto, a categoria decidiu manter a greve.

A suspensão da greve foi anunciada apenas nesta quarta-feira (6), pela manhã. O presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Alagoas (Sinteal), Izael Ribeiro, informou que o governo se comprometeu em realizar um aumento salarial de 5,79%, que será implantado em duas parcelas no ano de 2023. Além disso, o governo também se comprometeu a reformular o Plano de Cargos, Correção Salarial e Carreira dos Servidores Públicos da Educação, com o objetivo de corrigir distorções na carreira e garantir uma valorização real dos salários. O acordo também prevê a progressão de carreira com retroativo a abril.

De acordo com o Sinteal, a reformulação do Plano de Cargos terá como objetivo reconhecer titulações, organizar questões relacionadas ao tempo de serviço e beneficiar toda a categoria, tanto os ativos quanto os aposentados. Um grupo de trabalho formado pelo Sinteal, pela Secretaria de Estado do Planejamento, Gestão e Patrimônio (Seplag), pela Secretaria de Educação (Seduc) e pela Secretaria da Fazenda (Sefaz) terá até o dia 30 de outubro para finalizar o projeto de lei que irá implementar as mudanças propostas. Uma nova assembleia está marcada para o dia 31 do próximo mês para avaliar os resultados.

Os trabalhadores da Educação reivindicavam inicialmente um reajuste salarial de 14,95%, além da equiparação com o piso nacional. Também estavam na pauta da greve outras demandas como: a complementação de carga horária para professores e funcionários, a realização de concurso público para o quadro funcional efetivo da Seduc/AL, a mudança de letras dos funcionários da Educação, a revisão do valor do Difícil Acesso, a gratificação para todos os coordenadores pedagógicos, a implantação do piso salarial na carreira do magistério, a organização do calendário de férias, melhores condições de trabalho, implantação do vale-transporte e do vale-refeição.

Com o acordo firmado entre o sindicato e o governo, os trabalhadores acreditam ter alcançado vitórias importantes e prometem continuar lutando por melhorias em seus locais de trabalho. A greve foi encerrada e as atividades na rede estadual de ensino serão retomadas na próxima segunda-feira, após quase duas semanas de paralisação.

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