Dentre os entrevistados, 9% afirmaram sentir alguma chance de perder o emprego, enquanto 19% consideraram essa possibilidade como alta. Essa sensação de segurança no mercado de trabalho coloca o atual cenário em destaque, especialmente quando comparado a períodos anteriores. Durante o segundo mandato presidencial de Luiz Inácio Lula da Silva e o início do governo de Dilma Rousseff, percentuais acima de 70% eram comuns, alcançando o recorde de 75% em março de 2013, quando a confiança dos trabalhadores estava em seu pico.
Em contraste, a pesquisa realizada em julho de 2019 apontou que apenas 58% não temiam perder o emprego, refletindo um ambiente diferente, caracterizado por uma taxa de desocupação de 11,9% naquele momento. A análise da atual pesquisa também destacou que a sensação de estabilidade é particularmente elevada entre trabalhadores mais velhos, com 80% dos profissionais com 60 anos ou mais afirmando não estar em risco de demissão. Entre os servidores públicos, esse percentual sobe para 84%.
Por outro lado, para aqueles que recebem até dois salários mínimos, a percepção de segurança cai para 65%. No que diz respeito ao medo do desemprego, 58% dos entrevistados afirmaram que a possibilidade de perder o trabalho não lhes causa apreensão. No entanto, 21% consideram essa situação como a principal fonte de temor em suas vidas. Os dados mostram ainda que pessoas com maior escolaridade, trabalhadores com mais de 60 anos e aqueles que recebem acima de dez salários mínimos reportam menor preocupação; entre este último grupo, 75% afirmam não temer a perda do emprego. Já os menos escolarizados, jovens de 16 a 24 anos e aqueles com renda de até dois salários mínimos apresentam um índice de apenas 50% que se sentem seguros em relação a essa questão.





