A relação entre Garcia e Moro não é nova. O embate remonta a 2004, quando Garcia foi condenado por irregularidades em uma administradora de consórcios, chamada Consórcio Garibaldi, e foi preso por Moro, que ainda exercia a função de juiz. Em 2021, Garcia afirmou que teria sido forçado por Moro a gravar autoridades clandestinamente durante a Operação Lava-Jato, uma afirmação que o senador negou.
Tony Garcia tinha planos de se candidatar ao governo do Paraná, mas a recente mudança no comando do Democracia Cristão, que destituiu a comissão estadual liderada pelo ex-deputado Ricardo Comyde, complicou seus planos. A prefeita de Clevelândia, Rafaela Losi, assumiu o diretório estadual, e a partir disso, o partido indicou seu apoio à candidatura de Moro. Em seu post no X, Garcia insinuou que Moro usou Losi como uma “laranja” e que o senador havia tentado cooptar Comyde para facilitar a mudança.
Além disso, Garcia foi mais além nas suas acusações, afirmando que Moro ameaçou retaliar o governador do Paraná, Ratinho Júnior, caso ele não interviesse em sua favor. Ele classificou a ação do DC como “uma traição imperdoável”, referindo-se às recentes manobras que favoreceram o ex-juiz.
Entidades políticas relacionadas, como o senado, se manifestaram, com a assessoria de Moro descartando as acusações e rotulando Garcia como um “personagem folclórico” que surge apenas durante os períodos eleitorais e que já havia enfrentado condenações. O panorama político se torna cada vez mais complicado, enquanto o Democracia Cristã enfrenta dificuldades para fechamentos de alianças e lançamento de candidaturas, como a de Joaquim Barbosa, ex-ministro do STF, em meio a um cenário turbulento.





