O processo eleitoral, no entanto, foi marcado por controvérsias e boicotes. A sessão extraordinária foi convocada pelo presidente interino da Casa, Guilherme Delaroli (PL), que desmarcou, às pressas, uma reunião programada do colégio de líderes. A falta de adesão da oposição à votação foi uma forma de protesto, argumentando que a eleição não deveria ser realizada antes da conclusão da retotalização dos votos pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ).
A necessidade dessa retotalização surgiu após a cassação do ex-presidente da ALERJ, Rodrigo Bacellar, cujos 97.822 votos foram anulados, levando à obrigatoriedade de um novo cálculo da distribuição das cadeiras na Assembleia. Essa situação gerou um ambiente de instabilidade política, agravado por ações judiciais de partidos como o PSD e o PDT, que buscaram a invalidade do pleito.
Além disso, Bacellar e o ex-governador Cláudio Castro foram condenados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por abuso de poder político e econômico durante as eleições de 2022, em um escândalo que envolvia pagamentos secretos. Bacellar já estava afastado da ALERJ desde dezembro, após enfrentar acusações graves.
Esse episódio revela não apenas as tensões políticas em curso no estado, mas também a complexidade do sistema eleitoral e a necessidade de uma supervisão rigorosa para garantir a integridade do processo democrático. A decisão do TJRJ representa um marco importante na luta para restaurar a transparência e a equidade no ambiente político fluminense. A expectativa é que a situação se normalize e que novas eleições possam refazer a composição da Assembleia, garantindo que a voz do eleitor seja respeitada e ouvida.






