Os policiais, que estão presos desde 8 de agosto, foram condenados pela 4.ª Auditoria da Justiça Militar a 9 anos e 7 meses de prisão pelo estupro, além de 1 ano e 3 meses de prisão por abuso de autoridade. Um terceiro acusado, um soldado, foi absolvido. Os PMs alegam inocência e afirmam que são vítimas de uma armação feita por traficantes de drogas. No entanto, a apelação da defesa foi negada pelo TJM e a condenação foi mantida com base nas provas apresentadas pelo procurador Pedro Falabella.
De acordo com a denúncia apresentada pela promotora Giovana Ortolano Guerreiro, os acusados estavam em serviço quando foram acionados para verificar uma denúncia sobre um homem armado em um local conhecido como ponto de venda de drogas. O cabo Silva Teles teria invadido a residência de Wesley Aparecido da Silva, junto com a adolescente de 12 anos e outros presentes no local.
O relato indica que o cabo Camargo ordenou que a menor retirasse parte de seu vestuário, cometendo atos obscenos em seguida. A violência sexual foi corroborada pela denúncia da promotoria, que descreveu a ação criminosa dos policiais com riqueza de detalhes, incluindo ameaças e abuso de autoridade.
As testemunhas confirmaram o abuso e a vítima entrou em estado de choque após o episódio. O laudo pericial constatou a violência sexual, resultando na prisão dos acusados. Em suas defesas, os cabos alegaram não ter entrado na residência e atribuíram as acusações a uma retaliação dos traficantes locais, devido à atuação firme da PM no combate ao tráfico de drogas na região.
O caso repercutiu na cidade e levantou debates sobre a conduta dos policiais e a segurança das mulheres. A decisão do TJM de manter a condenação dos cabos reforça a importância da justiça e da punição de crimes hediondos como o estupro. A sociedade espera que casos como esse sirvam de exemplo e que a punição efetiva seja aplicada a todos os culpados, sem distinção de classe ou cargo.





