A força-tarefa não apenas ajudou a desobstruir o acervo processual, mas também se mostrou essencial para acelerar a prestação de serviços judiciários à população. De acordo com Steffannon Costa, secretário da SPU, a baixa dos processos tem um efeito direto no Índice de Atendimento à Demanda (IAD) do TJAL. Esse índice, que é um indicador fundamental da eficácia do Judiciário, mensura a capacidade do sistema de lidar com o volume de ações que lhe são apresentadas. O IAD, por sua vez, está alinhado com as metas definidas pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), órgão responsável pela supervisão e controle da atividade judicial em todo o Brasil.
Steffannon destacou que ao arquivar esses processos, o TJAL sinaliza à população que suas demandas estão sendo efetivamente tratadas e resolvidas. Essa comunicação é vital para restaurar a confiança dos cidadãos no sistema judiciário, que muitas vezes é visto como lento e ineficaz. Arquivar processos não apenas alivia a carga de trabalho do Judiciário, mas também promove um ambiente mais saudável para a justiça, onde os cidadãos podem ver resultados concretos de suas queixas.
A SPU, por sua natureza, tem como objetivo evitar o acúmulo excessivo de ações no Judiciário estadual. Para isso, concentra-se em agilizar e otimizar o cumprimento de atos processuais, que incluem a expedição de ofícios, mandados, a juntada de documentos e a devolução de cartas precatórias, entre outros. Ao abordar a questão do acervo processual de maneira proativa, a SPU demonstra compromisso não apenas com a eficiência, mas também com a melhoria contínua da administração da justiça em Alagoas.
