TJ do Rio autoriza testemunha de defesa em caso de Jairinho, enquanto nega transferência do julgamento para outra comarca. Impasse judicial se intensifica.

O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro tomou uma decisão importante ao conceder habeas corpus ao ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Jairinho, permitindo que a defesa ouça a testemunha Miriam Santos Rabelo Costa durante o julgamento da morte de Henry Borel. A inclusão da testemunha no processo havia sido negada previamente pela juíza Elizabeth Machado Louro, que justificou sua posição citando controvérsias decorrentes de disputas judiciais entre Miriam e Leniel Borel, pai da vítima.

A decisão do tribunal marca um avanço significativo para a defesa de Jairinho, que argumentou que a exclusão de Miriam representava uma irregularidade processual. Em declaração à imprensa, o advogado Rodrigo Faucz expressou sua satisfação com o resultado, destacando que a testemunha possui informações relevantes que poderiam contribuir para a defesa de seu cliente. Faucz enfatizou a presença de diversas irregularidades no processo, reforçando a importância de garantir que todas as evidências e testemunhos sejam considerados.

De acordo com a defesa, Miriam deve apresentar uma versão dos fatos que pode beneficiar Jairinho. Especificamente, Faucz afirmou que a testemunha pode corroborar uma narrativa em que o pai de Henry teria sofrido um acidente com o filho, o que poderia explicar as lesões que resultaram na morte da criança.

Em um desdobramento paralelo, o tribunal também negou o pedido da defesa para transferir o julgamento para outra comarca. A defesa argumentou que a extrema repercussão do caso poderia prejudicar a imparcialidade dos jurados. Para fundamentar esse pedido, foram apresentadas fotografias e outros documentos para demonstrar que leniel Borel, pai da criança, havia conduzido uma campanha pública em favor da acusação.

O tribunal, ao avaliar o pedido, concluiu que não existe outra comarca no estado com infraestrutura adequada para lidar com a complexidade do caso. A defesa, insatisfeita com a rejeição do desaforamento, anunciou sua intenção de recorrer ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), reiterando o desejo de garantir um julgamento justo e imparcial. Faucz ressaltou que o objetivo é evitar que a acusação influencie indevidamente os jurados antes de qualquer análise das provas apresentadas. Com isso, a expectativa em torno do caso e seus desdobramentos se mantém intensa, refletindo a relevância e a gravidade dos acontecimentos.

Sair da versão mobile