A decisão do tribunal marca um avanço significativo para a defesa de Jairinho, que argumentou que a exclusão de Miriam representava uma irregularidade processual. Em declaração à imprensa, o advogado Rodrigo Faucz expressou sua satisfação com o resultado, destacando que a testemunha possui informações relevantes que poderiam contribuir para a defesa de seu cliente. Faucz enfatizou a presença de diversas irregularidades no processo, reforçando a importância de garantir que todas as evidências e testemunhos sejam considerados.
De acordo com a defesa, Miriam deve apresentar uma versão dos fatos que pode beneficiar Jairinho. Especificamente, Faucz afirmou que a testemunha pode corroborar uma narrativa em que o pai de Henry teria sofrido um acidente com o filho, o que poderia explicar as lesões que resultaram na morte da criança.
Em um desdobramento paralelo, o tribunal também negou o pedido da defesa para transferir o julgamento para outra comarca. A defesa argumentou que a extrema repercussão do caso poderia prejudicar a imparcialidade dos jurados. Para fundamentar esse pedido, foram apresentadas fotografias e outros documentos para demonstrar que leniel Borel, pai da criança, havia conduzido uma campanha pública em favor da acusação.
O tribunal, ao avaliar o pedido, concluiu que não existe outra comarca no estado com infraestrutura adequada para lidar com a complexidade do caso. A defesa, insatisfeita com a rejeição do desaforamento, anunciou sua intenção de recorrer ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), reiterando o desejo de garantir um julgamento justo e imparcial. Faucz ressaltou que o objetivo é evitar que a acusação influencie indevidamente os jurados antes de qualquer análise das provas apresentadas. Com isso, a expectativa em torno do caso e seus desdobramentos se mantém intensa, refletindo a relevância e a gravidade dos acontecimentos.





