Tensões Comerciais entre EUA e União Europeia: Parlamento Europeu Suspende Acordo
Em uma reviravolta significativa nas relações comerciais entre os Estados Unidos e a União Europeia, o Parlamento Europeu decidiu suspender os trabalhos relacionados a um acordo comercial, em resposta a declarações contundentes do presidente norte-americano, Donald Trump. As tensões escalaram após Trump afirmar que os EUA deveriam assumir o controle da Groenlândia, um território semiautônomo vinculado à Dinamarca, membro da UE.
Os eurodeputados se reuniram no dia 21 de janeiro de 2026 e optaram por adiar uma votação prevista para a próxima semana na Comissão de Comércio Internacional. Essa decisão veio à tona em meio ao anúncio de Trump de que pretendia impor tarifas de 10% sobre produtos de vários países europeus, com a condição de que essa taxa poderia ser elevada a 25% até junho, caso não houvesse um entendimento sobre a “compra total da Groenlândia”.
As ameaças de Trump foram vistas como uma violação direta de um acordo pré-existente entre UE e EUA, que já estabelecia tarifas norte-americanas de 15% sobre produtos europeus e pedia que o bloco reduzisse suas tarifas industriais a 0%. Muitos parlamentares europeus lamentaram que o acordo proposto era desequilibrado em favor dos EUA e começaram a preparar emendas em resposta às exigências americanas.
A ideia de suspensão do acordo comercial foi defendida pelo presidente da Comissão de Comércio, Bernd Lange, e rapidamente ganhou apoio entre os líderes dos principais grupos políticos do Parlamento Europeu. A reunião dos líderes da UE, marcada para a noite de 22 de janeiro, promete ser crucial para definir a resposta coletiva do bloco às condutas de Trump, que foram caracterizadas por muitos como chantagem durante seu discurso no Fórum Econômico Mundial em Davos.
O clima de incerteza e as movimentações tempestivas por parte dos EUA geraram alarmes não apenas na UE, mas também entre aliados históricos. As tensões que envolvem a Groenlândia evidenciam um momento crítico nas relações transatlânticas, onde políticas unilaterais norte-americanas revelam uma nova dinâmica de poder e negociação no cenário internacional. As repercussões desse impasse podem ser sentidas não apenas no comércio, mas em várias esferas da geopolítica global.






