Título: Cuba Denuncia Tentativa de Criação de Clima de Medo pela EUA com Narrativas Alarmistas e Agressivas

O ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, declarou recentemente que o mês de maio foi marcado por uma tentativa deliberada dos Estados Unidos de criar um “clima de medo” em relação à ilha. Esta narrativa, segundo ele, tem sido amplificada nas redes sociais e por órgãos de comunicação, com o claro objetivo de gerar uma sensação de urgência e perigo iminente que justifique intervenções externas.

Rodríguez alertou que essa ofensiva não é uma coincidência, mas parte de uma estratégia mais ampla que se intensificou gradualmente. Ele mencionou que as táticas adotadas pelos EUA vão além de um simples bloqueio econômico. A estratégia inclui um embargo de petróleo cada vez mais forte e a imposição de tarifas sobre importações provenientes de nações que fornecem petróleo a Cuba. Essa escalada é, segundo o ministro, um movimento claro para estrangular a economia cubana.

O ministro também rechaçou diversas alegações feitas pelos EUA relativas a um suposto “colapso” ou “transição” política em Cuba, denunciando que essas narrativas visam legitimar intervenções externas, apresentando-as como soluções para problemas fabricados. A retórica, conforme afirmou, tem se intensificado desde a ação militar americana na Venezuela no início deste ano, resultado da qual Cuba perdeu o acesso ao petróleo venezuelano, uma de suas fontes primárias de abastecimento energético.

Adicionalmente, Rodríguez mencionou que, em 20 de maio, o procurador-geral interino dos EUA, Todd Blanche, fez acusações graves contra o ex-presidente Raúl Castro, alegando sua participação em um plano de assassinato de cidadãos americanos, no que diz respeito ao incidente de 1996 envolvendo dois aviões da organização Irmãos ao Resgate. Essas acusações têm um potencial devastador, pois os envolvidos enfrentam penas extremamente severas.

O presidente Miguel Díaz-Canel se posicionou contra essas acusações, afirmando que elas são infundadas e que buscam criar um pretexto para uma possível agressão militar dos Estados Unidos. A retórica bélica e a pressão econômica levadas a cabo por Washington intensificam a já conturbada relação entre Cuba e seus vizinhos do norte, gerando preocupações sobre a estabilidade na região e a segurança de milhões de cubanos.

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