O estudo, que foi realizado entre os dias 1 e 5 de maio, soube captar 1.500 opiniões por meio de entrevistas telefônicas em diversas regiões do país, apresentando uma margem de erro de 2,5 pontos percentuais e um nível de confiança de 95%. Dos participantes, 25% afirmaram ter feito apostas online nos últimos 30 dias, com uma divisão interessante entre gêneros: 28,8% dos homens e 21,5% das mulheres admitiram ter participado. A região Norte do Brasil detém o maior índice de apostadores, com impressionantes 41,4% relatando atividade recente.
Além das preocupações pessoais, o ambiente familiar também está sendo afetado. Cerca de 26,4% dos entrevistados revelaram que algum membro da família fez apostas recentemente, enquanto 28% acreditam que este hábito está sendo praticado regularmente por alguém próximo, sem que os outros familiares tenham conhecimento. Esse impacto social é destoante no contexto atual, onde as famílias enfrentam desafios financeiros significativos.
De acordo com dados alarmantes, 44,3% dos brasileiros se sentem mais endividados em relação ao ano anterior e 66% notaram um aumento no custo de vida. O problema se agrava ainda mais com os números da Serasa Experian, que apontam que, até o final de março, o Brasil contava com 82,8 milhões de inadimplentes, um aumento de 1,35% em comparação ao mês anterior. O valor médio da dívida por pessoa alcançou R$ 6.728,51, resultando em um total de R$ 557 bilhões em dívidas no país.
Outro aspecto importante revelado pela pesquisa é a resistência à ideia de que a responsabilidade pelas apostas é puramente individual. Quase 49% dos entrevistados acreditam que as apostas não devem seguir essa lógica, e 33% apoiam a continuidade das operações das plataformas, mas com restrições publicitárias. Esse panorama apresenta um cenário complexo, onde a busca por prazer e a realidade das finanças familiares estão em constante conflito.
