Contrapondo-se à tendência negativa, o Agibank foi o único a se sobressair, encerrando o dia com uma valorização de 1,64%, cotado a US$ 7,45. O banco digital gaúcho, que chegou a apresentar uma alta de 3% por volta das 11h40, conseguiu se destacar em um dia onde a maioria das ações enfrentou perdas significativas, demonstrando resiliência em um ambiente desfavorável.
As flutuações de mercado foram exacerbadas por notícias alarmantes do Oriente Médio. O presidente do parlamento iraniano, Mohammad Ghalibaf, anunciou sua renúncia à equipe de negociação, enquanto os Estados Unidos emitiram alertas para que seus cidadãos deixassem Irã e Líbano. Além disso, a interceptação de petroleiros iranianos no Oceano Índico, seguida da resposta do Iran com ações no Estreito de Ormuz, intensificou a tensão geopolítica. A situação se agravou com a demissão do secretário da Marinha dos EUA, John Phelan, e a ordem do presidente Donald Trump para que a Marinha atacasse embarcações que firmassem minas na região, um ponto crucial para o tráfego global de petróleo.
Diante desse cenário tenso, outras fintechs também sentiram os efeitos. A StoneCo, processadora de pagamentos na Nasdaq, registrou uma queda de 3,51%, fechando a US$ 14,55. Por sua vez, a XP Inc. viu suas ações recuarem 3,68%, com um fechamento a US$ 19,63. O Nu Holdings, o controlador do Nubank, teve uma desvalorização de 2,63%, enquanto PicPay e Inter também foram afetados, com quedas a 1,91% e 1,60%, respectivamente.
Apesar de um aumento do índice de gerentes de compras (PMI) dos EUA, que subiu de 50,3 em março para 52 em abril, o sentimento geral de aversão ao risco prevaleceu. As bolsas norte-americanas fecharam em baixa, com o Dow Jones caindo 0,36%, S&P 500 recuando 0,41%, Nyse perdendo 0,21% e Nasdaq enfrentando a maior baixa, de 0,89%. Esse panorama sugere que a cautela deve ser o tom dominante nos próximos dias, à medida que os investidores buscam navegar em um mar revolto de incertezas geopolíticas e econômicas.
