O atentado ocorreu por volta do meio-dia, quando os atacantes invadiram a maior mesquita da cidade, situada em um complexo que também abriga uma escola. Assim que os disparos começaram, o segurança do Centro Islâmico foi um dos adultos mortos, mas sua ação preventiva foi elogiada pela polícia por minimizar as consequências do ataque, evitando uma tragédia ainda maior no local.
Após o ataque, os atiradores cometeram suicídio em um veículo estacionado a poucos quarteirões de distância. A rápida resposta das autoridades resultou em uma operação policial maciça, com dezenas de viaturas cercando o complexo religioso, garantindo que as crianças presentes na escola Al Rashid fossem evacuadas de forma segura.
Um desenvolvimento crucial no caso foi a denúncia feita pela mãe de um dos atacantes. Poucas horas antes do atentado, ela alertou a polícia sobre o desaparecimento de armas de fogo em sua residência e deu pistas sobre as intenções suicidas do filho. Essa comunicação ocorreu aproximadamente duas horas e meia antes de o primeiro chamado de emergência ser recebido informando sobre o tiroteio.
Investigações posteriores revelaram a presença de mensagens de ódio e anti-islâmicas dentro do automóvel onde os perpetradores tiraram suas próprias vidas. Essas mensagens sugerem um padrão de intolerância e extremismo, um reflexo do clima atual de polarização no país.
O imã e diretor do Centro Islâmico de San Diego, Taha Hassane, expressou sua preocupação com a crescente intolerância religiosa nos Estados Unidos, caracterizando-a como “sem precedentes”. Em resposta ao ataque, o presidente dos EUA, Donald Trump, destacou a gravidade do ato e usou a oportunidade para reafirmar sua postura rígida em relação a outros países, como o Irã.
Esse incidente marca o segundo ataque a um local religioso em solo americano desde que o país aumentou as tensões com o Irã no final de fevereiro, lembrando que a violência motivada por ódio continua a ser uma questão alarmante e urgente.





