Tiana Cardeal, travesti mais velha do Brasil, ganha episódio especial em série que celebra a resistência e a visibilidade de LGBTQIA+ idosos.

A aclamada série “LGBT+60: Corpos que Resistem” acaba de apresentar um episódio especial que destaca a vida de Tiana Cardeal, a travesti mais velha do Brasil, que celebra seu 93º aniversário. Com um formato de curta-metragem, o episódio é uma homenagem a sua trajetória de resistência e coragem, consolidando Tiana como um verdadeiro ícone da luta pelos direitos LGBTQIA+.

Produzido e roteirizado pelo jornalista Yuri Alves Fernandes, o novo episódio é uma adição à série que já obteve reconhecimentos nacionais e internacionais e será disponível no canal do YouTube da plataforma de jornalismo independente #Colabora, além das redes sociais associadas ao projeto.

Ainda mais significativo, esse episódio coincide com o lançamento de uma campanha de arrecadação destinada à melhoria das condições de vida de Tiana. A travesti vive sozinha e sobrevive apenas com a aposentadoria, enfrentando desafios como a falta de um telhado adequado, que contribui para um ambiente excessivamente quente, e a carência de recursos básicos. Amigos e apoiadores se uniram para ajudar Tiana, acessando o link da campanha disponível nas plataformas digitais.

Nascida em Guanhães, Minas Gerais, em 1933, e atualmente residente em Governador Valadares, Tiana compartilha suas experiências marcantes, que incluem um passado repleto de violências, preconceitos e exclusão. Apesar das adversidades, ela mantém uma visão otimista sobre a vida, celebrando o respeito e carinho que recebe de sua comunidade. Ao comentar sobre seus 93 anos, Tiana expressa sua gratidão: “Sou muito respeitada, considerada e amada. Estou feliz, e agradeço pela idade que Deus me deu”.

A série “LGBT+60” busca dar voz a pessoas idosas LGBTQIA+, cujas histórias muitas vezes foram silenciadas. Yuri Alves Fernandes destaca a importância de registrar a trajetória de Tiana. Desde que fez sua história ser contada no documentário “Meu nome é Tiana”, ele entendeu a necessidade de incluí-la na série: “Quanto mais essa trajetória for documentada, menor a chance de ser apagada”.

Esse projeto também marca um novo capítulo para Yuri, pois ele lança sua própria produtora, Filmes Frescos. A presença de Tiana na série é especialmente impactante para a população trans, que vê nela um símbolo de esperança e possibilidade, mostrando que é possível viver e envelhecer com dignidade, apesar de todos os desafios impostos pela sociedade.

Com mais de 12 milhões de visualizações em suas três temporadas, “LGBT+60: Corpos que Resistem” continua sua missão de destacar histórias relevantes e inspiradoras, conquistando prêmios e reconhecimento ao longo do caminho. Este episódio especial é mais uma prova da importância de documentar e celebrar a diversidade dentro da comunidade LGBTQIA+.

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