A abordagem utilizada nessa investigação foi inovadora: o Sentinel-1 emprega tecnologia de radar que emite pulsos de micro-ondas em direção à Terra e mede o tempo que leva para o eco retornar. Essa técnica permite registrar deslocamentos que ocorrem na crosta terrestre com uma precisão notável, mesmo quando as mudanças são invisíveis a olho nu. Para estabelecer a magnitude da deformação, os especialistas da ESA compararam imagens do mesmo território coletadas antes e após os tremores, criando um interferograma que ilustra as variações na superfície da Terra.
Os eventos sísmicos mais intensos da sequência tiveram magnitudes de 7,2 e 7,5, o que causou não apenas movimentos verticais, mas também laterais da crosta. A deformação observada se concentra na linha de falha de San Sebastián, uma das principais estruturas tectônicas da região. É importante destacar que o deslocamento registrado não indica simplesmente uma elevação ou um afundamento, mas sim uma combinação complexa dos movimentos da crosta durante os terremotos.
Essa situação é um lembrete contundente da atividade tectônica na área, bem como do potencial destrutivo de eventos sísmicos. A capacidade de monitorar a deformação da crosta por meio de tecnologia satelital representa um avanço significativo na compreensão e gestão de riscos associados a desastres naturais. Esses dados não apenas informam sobre alterações geofísicas, mas também podem ser cruciais para a preparação e resposta a futuros eventos sísmicos. O uso de tecnologia avançada como a do Sentinel-1 demonstra a importância da ciência em monitorar e entender o nosso planeta, especialmente em regiões propensas a atividades tectônicas intensas.





