A China reivindica a maior parte dessa área com base em suas alegações históricas, incluindo práticas de pesca que remontam séculos. No entanto, uma decisão do Tribunal de Haia, proferida em 2016, refutou essas alegações, afirmando que elas carecem de fundamentação legal sob a Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar. Apesar disso, a China tem se empenhado em militarizar a região, construindo ilhas artificiais e estabelecendo bases navais, sob o pretexto de exercício de soberania. Essas ações têm gerado resistência de países vizinhos, especialmente as Filipinas, que também reivindicam partes do mar. O novo governo filipino, sob a liderança de Ferdinand Marcos Jr., tem se aproximado dos Estados Unidos, o que alarmou Pequim e intensificou as disputas regionais.
A presença militar dos Estados Unidos na área, respaldada por um tratado de defesa com as Filipinas desde 1951, é vista como uma estratégia para limitar a influência da China. Entretanto, analistas acreditam que uma escalada de conflitos é improvável, pois tanto a China quanto os Estados Unidos reconhecem os enormes custos econômicos que isso poderia trazer. A perspectiva de um confronto aberto na região é um tema delicado para a comunidade internacional, que observa de perto as movimentações e tensões, conscientes de que qualquer aumento de hostilidades poderia desestabilizar o comércio global.
A comparação entre o comportamento dos Estados Unidos na região e a maneira como a China atua em relação às suas reivindicações de soberania suscita debates sobre a legitimidade das ações de ambos os lados. Enquanto os Estados Unidos defendem o livre comércio, a China busca garantir sua segurança e interesses econômicos. Este complexo jogo de influência e poder continua a ser um desafio para a estabilidade não apenas na região, mas em todo o cenário geopolítico global.
