A ação foi descrita pela pasta como uma violação das normas internacionais que protegem sedes diplomáticas e seus funcionários. Esse episódio ocorreu em meio a meses de hostilidades entre Buenos Aires e Caracas, especialmente após a expulsão de diplomatas de países que contestaram a vitória de Maduro nas eleições de julho.
Desde então, a embaixada da Argentina na Venezuela tem abrigado seis colaboradores que trabalhavam na campanha de María Corina Machado. Após a impossibilidade de Machado disputar as eleições, Edmundo González acabou assumindo o papel de principal nome da oposição.
No entanto, esses opositores abrigados na embaixada argentina têm denunciado várias violações, como cercos policiais e interrupção de serviços essenciais no local protegido pelas leis internacionais.
Além disso, um policial argentino da Gendarmaria Nacional foi preso ao entrar na Venezuela para visitar sua esposa e filha. As autoridades venezuelanas justificaram a detenção alegando que o oficial estava em uma “missão”, enquanto a Argentina afirmou que ele estava de férias.
Essa situação resultou em trocas públicas de acusações entre as autoridades argentinas e venezuelanas. A ministra da Justiça da Argentina, Patricia Bullrich, exigiu a libertação imediata do policial argentino e classificou a detenção como um “sequestro”. Por sua vez, o ministro do Interior, Justiça e Paz da Venezuela, Diosdado Cabello, ironizou as ameaças de Bullrich e afirmou que o policial estava cumprindo uma missão no país.
Ainda sem revelar o paradeiro do policial detido, o regime chavista mantém a situação em aberto, enquanto as tensões entre a Venezuela e a Argentina continuam a crescer.
