Do lado turco, o Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), proibido no país, mantém um conflito armado com o governo desde 1984, tendo sido retomado em 2015. O ministro das Relações Exteriores da Turquia, Hakan Fidan, declarou que Ancara deu um ultimato aos militantes curdos na Síria, alertando sobre a possibilidade de uma operação militar urgente caso não atendam às exigências.
Segundo informações do jornal Hurriyet, o presidente turco Recep Tayyip Erdogan advertiu que uma operação militar em grande escala junto com o Estado sírio se tornará inevitável caso o PKK-YPG não deponha as armas e insista em outra administração na Síria, sem mencionar especificamente as exigências do Ocidente.
Em novembro e dezembro de 2024, a oposição armada na Síria, apoiada pela Turquia, lançou uma ofensiva contra as tropas governamentais, assumindo o controle do país. Apesar de não terem entrado em confronto com as forças do governo sírio, as Forças Democráticas da Síria possuem um potencial bélico apoiado por uma coalizão internacional liderada pelos EUA.
É importante observar a tensão crescente na região e a possibilidade de uma escalada militar. A situação envolvendo os curdos na Síria e as relações com a Turquia e outros países vizinhos merecem atenção e acompanhamento devido às implicações geopolíticas e humanitárias envolvidas.
Por Sputnik Brasil.





