O chanceler Hugo de Zela afirmou em entrevista que a ação do presidente interino prejudica a credibilidade do Peru nas negociações internacionais, tornando-o um “parceiro instável”. Ele destacou que o primeiro pagamento deveria ter sido feito na data precisa para garantir a continuidade do processo de aquisição. Por sua vez, Carlos Díaz, ministro da Defesa, expressou que a suspensão da compra dos caças é um erro em um momento crucial para a segurança e defesa do país.
A decisão de adquirir os F-16, no valor de 3,5 bilhões de dólares, faz parte de um esforço mais amplo para renovar a frota aérea do Peru, que atualmente conta com aeronaves modeladas há cerca de 30 anos. O Ministério da Defesa havia avaliado diversos modelos antes de optar pelos F-16, incluindo os Rafale, da França, e Gripen, da Suécia. O problema é que as forças armadas do país já operam uma mistura de aeronaves de combate, como Mirage 2000 e MiG-29, que se tornam cada vez mais obsoletas.
Além da crise gerada pela compra dos caças, o Peru enfrenta outros desafios políticos. O chefe do órgão eleitoral que organizou as últimas eleições, Piero Corvetto, também pediu demissão devido a falhas que impediram cerca de 50 mil eleitores de votarem no primeiro turno. A Junta Nacional Eleitoral atribuiu os problemas a questões técnicas, enquanto a contagem dos votos presidenciais ainda não foi finalizada, prometendo uma conclusão apenas em meados de maio.
Esses acontecimentos sublinham um período de instabilidade política no Peru, onde o governo interino enfrenta críticas por suas decisões em momentos críticos para a segurança e o funcionamento da democracia. A situação ressalta a necessidade de um governo forte e coeso para lidar com os desafios internos e internacionais que o país enfrenta.







