Tensão na Venezuela: Vice-presidente exige prova de vida de Maduro após alegada captura pelos EUA durante ataques em Caracas.

Tensão entre EUA e Venezuela: Delcy Rodríguez cobra prova de vida de Nicolás Maduro

No último sábado, a situação política na Venezuela esquentou, com a vice-presidente Delcy Rodríguez solicitando uma prova de vida do presidente Nicolás Maduro. Sua declaração surge após a confirmação, por parte do governo dos Estados Unidos, de que Maduro foi capturado em meio a ataques aéreos direcionados a várias regiões do país.

Rodríguez afirmou que o paradeiro de Maduro e da primeira-dama, Cília Flores, é desconhecido, expressando preocupação com o que classificou como uma “situação brutal”. Ela exigiu do governo de Donald Trump uma declaração imediata sobre a condição de ambos: “Em face dessa situação brutal, desconhecemos o paradeiro do presidente Nicolás Maduro e da primeira-dama. Exigimos […] prova de vida imediata”.

Trump, por sua vez, confirmou as ações militares em um post na rede Truth Social, afirmando ter levado Maduro para fora do território venezuelano. Ele anunciou que as operações foram executadas em coordenação com as forças de segurança dos EUA e prometeu uma coletiva de imprensa para detalhar a operação.

A Embaixada dos EUA em Bogotá também se manifestou, alertando seus cidadãos sobre os perigos de viajar à Venezuela, especialmente nas fronteiras com Colômbia, Brasil e Guiana, em meio ao aumento da tensão militar. A escalada de conflitos entre os dois países tem se intensificado desde o início das operações norte-americanas na busca de combater o tráfico internacional de drogas. Maduro, classificado como chefe do Cartel de los Soles, se tornou o alvo principal das ameaças americanas.

No cenário interno, o governo venezuelano reagiu com veemência à ofensiva militar, declarando um estado de emergência e convocando a população a se mobilizar. Em um comunicado oficial, Maduro ressaltou que todo o país deve se unir “para derrotar essa agressão imperialista”, enfatizando a necessidade de proteção da soberania nacional.

O presidente colombiano, Gustavo Petro, também se pronunciou sobre a situação, denunciando os bombardeios em Caracas e pedindo uma reunião de emergência da Organização dos Estados Americanos (OEA) e da ONU. Ele convocou a comunidade internacional a se manifestar contra as ações americanas, ressaltando a gravidade da situação em solo venezuelano.

Esta explosão de hostilidade entre os EUA e a Venezuela reabre um capítulo sombrio nas relações internacionais da região, enquanto o mundo observa os desdobramentos dessa crise sem precedentes, que pode afetar não apenas os dois países, mas todo o continente.

Jornal Rede Repórter - Click e confira!


Botão Voltar ao topo