A situação se intensificou quando Carlos Piani, presidente da Sabesp, foi convocado para prestar esclarecimentos sobre críticas aos serviços da companhia. Diante da ausência do quórum necessário para dar início à sessão oficial, Gilmaci optou por retirar Piani da sala, o que colidiu com a vontade de Ana Carolina e de outros membros da comissão que desejavam conduzir uma sessão informal. Em suas redes sociais, a deputada expressou sua indignação: “Fui profundamente desrespeitada como deputada e como mulher. Não vou tolerar que um deputado se ache no direito de levantar a voz pra mim”, afirmou, reforçando a sensação de constrangimento diante da situação.
O gabinete da Liderança do Republicanos, por sua vez, negou que houvesse qualquer intenção de agressão política de gênero. Em uma nota, o partido sustentou que todas as ações de Gilmaci foram baseadas nas normas do regimento interno da Alesp, visando garantir a seriedade do debate e a transparência dos esclarecimentos que deveriam ser prestados. Reconhecendo a relevância do tema, os representantes do Republicanos argumentaram que a ausência de quórum impediu uma audiência formal que, na visão deles, é essencial para assegurar uma fiscalização eficaz.
Enquanto isso, o PSDB, presidido por Paulo Serra, marido de Ana Carolina, advertiu que ações de violência política de gênero são evidentes quando mulheres em posições de autoridade são desacreditadas ou desrespeitadas. A polêmica ganhou ainda mais repercussão em virtude da privatização da Sabesp, aprovada em 2023 e conclusiva sob a liderança de Tarcísio, um tema que promete ser explorado na campanha eleitoral por opositores como Fernando Haddad, sinalizando que a discussão sobre a gestão dos serviços públicos e a participação feminina na política ainda está longe de ser resolvida.





