O deputado Flávio Serafini, do PSOL, foi um dos que se opuseram veementemente à condução dos trabalhos. Ele criticou a falta de comunicação prévia sobre a inclusão do projeto na pauta e enfatizou que a pressa na discussão impedia a apresentação adequada de emendas, o que, segundo ele, poderia prejudicar um debate aprofundado sobre um assunto tão delicado. A proposta de eleição indireta é um tema que suscita intensas divisões e precisa ser tratado com a devida atenção, sustenta Serafini.
O clima nos bastidores era palpável, com um número considerável de deputados não comparecendo à reunião da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Essa ausência gerou um déficit de informação, levando muitos a se surpreenderem ao descobrir que o texto seria votado no mesmo dia em plenário. Essa falta de transparência criou um nível adicional de indignação entre os parlamentares, evidenciando a necessidade de um processo legislativo mais democrático e participativo.
Em resposta às críticas, Delaroli interveio decidindo por uma pausa de 15 minutos, uma medida que visava dar aos parlamentares a chance de analisar o conteúdo do projeto. Entretanto, essa ação não foi suficiente para amenizar o descontentamento. Muitos deputados continuaram a considerar a rapidez com que a questão estava sendo tratada como imprudente, e a discussão em torno da matéria permaneceu tensa.
A situação evidencia a importância da comunicação interna e da transparência nas práticas legislativas, especialmente quando se trata de temas que impactam significantemente a política local. O episódio ressalta também um elemento crucial: a necessidade de que todos os parlamentares se sintam adequadamente informados e preparados para debater assuntos que requerem uma análise cuidadosa e um amplo consenso.
