Nos últimos meses, os dois partidos têm se aproximado da marca de mais de 80% das 79 representações já apresentadas ao TSE. Essa situação reflete uma estratégia de antecipação das disputas políticas, que agora se desdobram através dos tribunais. O PT, por exemplo, está empenhado em barrar conteúdos que o associem a casos de corrupção, citando campanhas em suas críticas, como a veiculação de vídeos que citam o presidente.
Uma questão que se destacou nesse embate é o uso de inteligência artificial (IA) nas campanhas. O PT não apenas questionou a criação de avatares políticos que disseminam informações contrárias à sua imagem, como também requereu a remoção de perfis nas redes sociais que atuam de maneira não rotulada, em uma tentativa de regularizar o uso da tecnologia nos debates eleitorais. Marco Aurélio de Carvalho, que lidera a área jurídica da campanha governista, defende a implementação de regras mais rígidas para a utilização de IA, argumentando que isso é essencial para evitar manipulações da opinião pública.
Além disso, o PT também decidiu contestar o uso de espaços públicos e cadeias nacionais para promover ações eleitorais, alegando que isso fere os princípios da igualdade no processo eleitoral. A nova composição do TSE, presidida por Nunes Marques com o apoio de André Mendonça, é considerada, por muitos, como potencialmente favorável aos teses da oposição em relação à liberdade de expressão, embora também haja cautela quanto às decisões da Corte.
Face a esse clima tumultuado, a expectativa é que a disputa eleitoral se aprofunde não apenas nas urnas, mas também no campo jurídico, tornando o ambiente político ainda mais polarizado e dinâmico nos meses que se seguem.
