Informações de veículos de comunicação britânicos indicam que o plano envolve a mobilização de soldados britânicos, além do envio de navios de guerra e aeronaves, com o intuito de garantir a proteção da Groenlândia, que pertence ao Reino da Dinamarca. A União Europeia também está se preparando para adotar sanções contra os EUA, incluindo restrições a empresas de tecnologia e instituições financeiras americanas, caso Trump insista em ignorar os apelos para o diálogo que vêm da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN).
Uma abordagem mais contundente, que já está sendo debatida na Europa, seria a expulsão das forças militares dos EUA de importantes bases situadas no continente. Informações de outras fontes sugerem que Trump teria solicitado a elaboração de um plano militar que prevê uma possível invasão da Groenlândia por forças especiais americanas. Essa ideia não é unanimemente apoiada entre os militares, mas conta com o respaldo de alguns conselheiros na Casa Branca, como o vice-chefe de gabinete, Stephen Miller.
Para líderes europeus, o temor é que Trump tome ações antes das eleições legislativas de meio de mandato, programadas para novembro. O governador da Louisiana, Jeff Landry, que foi nomeado enviado especial para a Groenlândia, já confirmou a intenção dos EUA de considerar a anexação da ilha, o que gerou indignação entre autoridades dinamarquesas. O ministro das Relações Exteriores da Dinamarca, Lars Løkke Rasmussen, anunciou que pretende convocar o embaixador dos EUA para prestar esclarecimentos.
As primeiras-ministras da Dinamarca e da Groenlândia emitiram um comunicado conjunto enfatizando que qualquer tentativa de usurpar a ilha será inaceitável. Este clima tenso é intensificado por ações recentes da administração de Trump, que continua a enfatizar a importância estratégica da Groenlândia. O ex-primeiro-ministro da Groenlândia, Mute Egede, reafirmou a posição de que a ilha não está à venda. Enquanto isso, o próprio Trump não se comprometeu a descartar o uso de força militar para garantir uma presença americana no território. A Groenlândia, que era uma colônia dinamarquesa até 1953 e obteve autonomia em 2009, permanece um assunto delicado nas relações internacionais.






