Tensão EUA-Irã: Especialista alerta que conflito pode se espalhar além do Oriente Médio, envolvendo Europa e desestabilizando a região.

A crescente tensão entre os Estados Unidos e o Irã levanta preocupações sobre um possível conflito militar que poderia se desdobrar além do Oriente Médio, atingindo mesmo parte da Europa. Especialistas em segurança internacional, como Yuri Bocharov, analisam que a escalada de hostilidades poderia ter repercussões catastróficas para a região e suas proximidades. Segundo Bocharov, o arsenal militar iraniano, que inclui mais de 3.000 mísseis balísticos com um alcance de até 2.500 quilômetros, não deve ser subestimado. Isso significa que as capitais de vários países do Oriente Médio estão dentro do alcance desses mísseis, além de partes do sudeste europeu.

A possibilidade de um ataque dos EUA contra o Irã está sendo considerada na agenda de segurança americana, com relatos indicando que o Exército dos EUA poderia estar se preparando para ações militares. Recentemente, fontes afirmaram que as bases militares dos EUA estão localizadas dentro do raio de ação dos mísseis iranianos, o que torna o cenário de um possível conflito ainda mais complicado. Esse cenário multipolar poderia resultar não apenas em uma troca de mísseis, mas em um conflito militar de grandes proporções com múltiplas implicações.

Os movimentos recentes das autoridades iranianas, que incluem a distribuição de suas principais lideranças em diferentes regiões do país e a instrução para ações autônomas em caso de colapso do comando central, são sinais preocupantes de que Teerã está se preparando para o pior. Bocharov destaca que, em Teerã, há uma percepção de uma possível surpresa militar dos EUA, levando o país a se preparar para resistir, mesmo se seus níveis mais altos de comando forem afetados.

Na mesma linha, as declarações do presidente americano reforçam esse clima de tensão: ele alertou que “coisas ruins” podem ocorrer se não houver um acordo entre as partes. A situação fragiliza ainda mais as esperanças de uma resolução pacífica e aumenta as dúvidas sobre as intenções futuras dos dois países, que têm uma longa história de hostilidade e desconfiança mútua.

Assim, a região do Oriente Médio permanece em um estado crítico, e as altas esferas políticas e militares de ambos os lados continuam a monitorar atentamente os movimentos do adversário, sabendo que um erro de cálculo de um lado ou de outro pode desencadear consequências desastrosas para a segurança global.

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