Um dos pontos que acirram essa tensão foi um comunicado emitido pelo PP, no qual expressaram descontentamento com a falta de atenção do governo estadual aos parlamentares da sigla. Essa declaração sugere uma abertura para o partido lançar candidatos ao governo paulista, mesmo que Tarcísio busque a reeleição. Entre os potenciais candidatos mencionados estão o ex-governador Rodrigo Garcia e o deputado Ricardo Salles, bem como Filipe Sabará, que esteve ao lado do empresariado durante a campanha à Prefeitura de São Paulo. Apesar de ter recebido convites, Sabará afirma que sua prioridade é apoiar Flávio em sua busca pela presidência.
O deputado Fausto Pinato (PP-SP) salientou a crescente desconfiança que se instaurou entre os filhos de Jair Bolsonaro e Tarcísio, indicando que essa relação se tornou complicada. Enquanto o presidente nacional do PP, Ciro Nogueira, já demonstrou lealdade ao governador, essa lealdade parece não ter sido mutuamente correspondida, criando um clima de incerteza sobre o apoio de Tarcísio a Flávio.
Entretanto, nem todos dentro do PP concordam com a ideia de um palanque alternativo para Flávio. Deputados como Guilherme Derrite e Delegado Olim reafirmam seu apoio a Tarcísio, evidenciando a divisão interna na sigla. Mesmo com as movimentações externas, a posição firme de Tarcísio em não se dobrar a pressões partidárias tem sido uma característica marcante do seu governo.
A situação continua a evoluir, e a dinâmica entre o PP e o governo paulista, assim como as articulações em torno das candidaturas, prometem ser palco de intensas discussões nos próximos meses. O desenrolar desses eventos pode ser determinante para as futuras alianças políticas em um período eleitoral que se avizinha.
