Noboa, em uma entrevista à revista Semana, insinuou que Petro se reuniu com membros da Revolução Cidadã, um movimento de esquerda no Equador, que teria conexões diretas com Fito. O líder colombiano não tardou em reagir e, através de uma postagem em sua conta no X, esclareceu que “decidi processar criminalmente o presidente Noboa por sua calúnia”. Petro negou qualquer tipo de relação ou reunião com figuras ligadas ao crime e reafirmou que a acusação é uma tentativa de desestabilizá-lo.
Além dessas controvérsias pessoais, a relação comercial entre os dois países enfrentou sérias dificuldades desde janeiro. Noboa implementou tarifas unilaterais em produtos colombianos devido a questionamentos sobre o controle de fronteira. Isso levou a Colômbia a responder com medidas semelhantes, incluindo a suspensão da venda de energia elétrica, resultando em uma escalada de tarifas que, desde então, subiram de 30% para 50%, e podem chegar a alarmantes 100% em um futuro próximo.
O desentendimento não se limita à esfera econômica. A diplomacia entre os dois países já estava abalada quando Petro concedeu a nacionalidade colombiana ao ex-vice-presidente equatoriano Jorge Glas, condenado por corrupção. Noboa considerou isso uma violação da soberania de seu país e respondeu convocando seu embaixador em Bogotá para consultas, um movimento que a Colômbia também tomou em retaliação.
Estes acontecimentos refletem uma dinâmica complexa de disputas políticas e comerciais entre dois países vizinhos, que buscam lidar com suas respectivas crises internas enquanto lidam com tensões diplomáticas crescentes. A falta de comunicação clara e a troca de acusações públicas indicam que a resolução pacífica destes conflitos será um desafio significativo para ambos os presidentes.







