O governo iraniano respondeu de forma contundente, negando qualquer possibilidade de negociações com os Estados Unidos. O chanceler Seyed Abbas Araghchi foi enfático ao afirmar que não há diálogos em andamento e reiterou que o Irã está pronto para enfrentar qualquer cenário de conflito que envolva Israel e os Estados Unidos. Além disso, autoridades iranianas prometeram uma resposta “abrangente e dolorosa” caso ocorra um novo ataque, especialmente em relação ao estratégico Estreito de Ormuz, crucial para o comércio de petróleo global.
Especialistas internacionais, incluindo analistas chineses, alertaram sobre os riscos de uma escalada militar nesta situação. Segundo Zhu Yongbiao, diretor do Centro de Pesquisa para a Iniciativa Cinturão e Rota da Universidade de Lanzhou, os EUA historicamente têm evitado ataques diretos ao Irã, cientes dos riscos estratégicos envolvidos. Após a operação que resultou na captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro, alguns analistas sugerem que Washington pode estar mais aberto a utilizar força militar de forma mais agressiva.
O especialista militar chinês, Song Zhongping, destacou que a capacidade do Irã de causar danos aos Estados Unidos é significativamente maior do que a da Venezuela, tornando qualquer ação militar mais arriscada. Ao mesmo tempo, a China fez um apelo por moderação e pela manutenção da estabilidade interna do Irã, enfatizando a importância do diálogo e da resolução pacífica das tensões.
Diante desse panorama complexo e volátil, a comunidade internacional observa com apreensão o desenrolar dos eventos, temendo que uma resposta inadequada possa desencadear um conflito mais amplo, com consequências devastadoras para a região e para a segurança global.
