No depoimento, Cid expressou preocupações sobre sua situação financeira em comparação com outros envolvidos na investigação. Ele explicou que sua fala sobre “todos se darem bem e ficarem milionários” em um áudio vazado referia-se a Bolsonaro, que recebeu transferências via Pix de apoiadores, e aos generais envolvidos na investigação que agora estão na reserva.
O ex-ajudante de ordens de Bolsonaro destacou sua perda de status e a sensação de estar enclausurado, afirmando que engordou cerca de 10 quilos. Ele lamentou a exposição midiática intensa que afeta suas relações pessoais, descrevendo como os amigos agora o tratam com distância, como se fosse um “leproso”, para evitar problemas.
Cid enfatizou que seus áudios foram um desabafo e negou qualquer coação. Ele explicou que sua referência à “narrativa pronta” dos policiais se relacionava à divergência entre a linha de investigação e sua própria versão dos fatos.
O tenente-coronel Mauro Cid é figura central em uma investigação que envolve o ex-presidente Jair Bolsonaro e generais da reserva. Seu depoimento emocional no STF revelou um homem abalado, preocupado com sua reputação e seu futuro. A exposição midiática e o peso da investigação parecem ter afetado profundamente sua vida pessoal, levando-o a refletir sobre sua situação e a buscar pelo menos um pouco de compreensão. Suas palavras, cheias de emoção e desabafo, mostram um lado vulnerável e humano de alguém que está no centro de um turbilhão político e jurídico. A prisão de Mauro Cid representa um novo capítulo nessa investigação em curso, que continua a envolver figuras proeminentes do cenário político brasileiro.






