O INSS fechou o mês de janeiro com um estoque de 1.569.602 de requerimentos na fila de espera, sendo 570.246 pedidos de benefício por incapacidade (antigo auxílio-doença) e 999.356 previdenciários e assistenciais. Somente em janeiro, foram requeridos 1.091.570 novos benefícios. No mesmo mês, o INSS concluiu 929.335 processos, sendo que 55% destes foram concedidos.
De acordo com o instituto, a redução no tempo de espera se deve a diversos fatores, como a simplificação de requerimentos pelo portal ou pelo aplicativo Meu INSS, e o uso do Atestmed, um sistema que permite ao segurado o envio de laudos e atestados médicos para análise documental à distância, sem a necessidade de perícia médica presencial. Além disso, a possibilidade de entrega de laudos e atestados nas agências da Previdência Social, para quem não tem acesso à internet, tem contribuído para agilizar o processo.
Outra iniciativa do INSS para reduzir a fila de espera foi a realização de mutirões de atendimento nas agências nos fins de semana, para avaliações sociais e perícias médicas. Isso visa principalmente a reduzir a fila de pedidos de Benefício de Prestação Continuada (BPC/Loas) para pessoas com deficiência.
A demora na análise de pedidos no INSS é uma questão sensível, uma vez que o prazo legal para a concessão ou o indeferimento de um pedido feito ao INSS é de 45 dias. Após esse período, o INSS é obrigado, por lei, a pagar correção monetária, se e quando o benefício for concedido. Isso acaba causando impacto nos cofres públicos.
Com a simplificação de requerimentos e o uso da tecnologia, o INSS tem conseguido reduzir o tempo de espera e agilizar a análise de benefícios. Esse é um passo importante para garantir o acesso mais rápido e eficiente aos direitos previdenciários dos segurados.
