O estado do Tennessee foi o mais severamente impactado, com mais de 300 mil consumidores sem eletricidade. Outras regiões, como Texas, Mississippi e Louisiana, também enfrentaram complicações, cada uma delas registrando mais de 100 mil clientes sem fornecimento de energia elétrica.
A tempestade, que iniciou seu percurso pelo sul, se deslocou até a Nova Inglaterra, atingindo estados como Maine, Vermont, Nova Hampshire, Massachusetts, Connecticut e Rhode Island. Meteorologistas do Serviço Nacional de Meteorologia (NWS) preveem uma forte nevasca se estendendo do Vale do Ohio até o Nordeste, enquanto um fenômeno de “acumulação catastrófica de gelo” ameaça partes do Baixo Vale do Mississippi, Atlântico Médio e sudeste do país.
A meteorologista Allison Santorelli destacou a magnitude da tempestade, afirmando que ela afetou uma vasta extensão desde o Novo México até a Nova Inglaterra, cerca de 3.200 quilômetros. Na manhã de domingo, aproximadamente 213 milhões de pessoas estavam sob alerta de algum tipo, o que corresponde a mais de 60% da população dos Estados Unidos.
Em resposta ao mau tempo, 20 estados, além da capital Washington, declararam estado de emergência. Supermercados viram suas prateleiras esvaziadas diante da corrida por suprimentos, enquanto cerca de 14 mil voos foram cancelados nos aeroportos. Passageiros de voos com destino aos Estados Unidos, incluindo aqueles de países como o Brasil, foram gravemente impactados.
Em Nova York, as temperaturas devem permanecer negativas, com expectativa de que a neve alcance até 30 centímetros em áreas como o Central Park. Autoridades locais pediram à população que evitem deslocamentos desnecessários, e a governadora Kathy Hochul advertiu que a exposição ao frio intenso, mesmo que por alguns minutos, pode ser extremamente arriscada.
Em Dallas, Texas, onde o clima geralmente é mais ameno, os termômetros chegaram a cair para -6 °C. A cidade também iniciou a abertura de centros de acolhimento para abrigar pessoas desabrigadas em meio a este cenário de emergência climática.
