
Em uma decisão unânime, a 4º Turma do Tribunal Regional Federal da 5º Região, manteve parte da ação penal contra o ex-deputado federal João Caldas, pai do atual deputado federal e candidato a prefeito por Maceió, João Henrique Caldas, o JHC, na chamada “Máfia das Sanguessugas”.
O acórdão foi publicado na edição dessa segunda-feira, 19, no Diário Oficial da União. Na ação, João Caldas é acusado de corrupção passiva e de associação criminosa. Caso seja mantida a condenação, o ex-deputado pode ser preso.
João Caldas chegou a ser absolvido de parte das acusações – apesar de o Ministério Público Federal ter recorrido da absolvição – mas continua respondendo pelos dois crimes (corrupção passiva e de associação criminosa).
“O esquema”
A ‘Máfia das Sanguessugas” foi um esquema descoberto 2006 pela Polícia Federal na Operação Sanguessuga, que desarticulou um grupo de parlamentares que cometia fraude a licitações para compra de ambulâncias com recursos de emendas parlamentares.
56 deputados e um senador foram investigados pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI), instaurada no Congresso.
Falso moralismo
Ele sempre cita em seus discursos uma frase: “precisamos de transparência na administração pública”. Para uma política limpa, além do aspecto financeiro, é necessária também vontade política de divulgar com clareza também as ações com gastos do governo. O incentivo à transparência na administração pública pede mecanismos efetivos de prestação de conta permanente, afirma JHC.
O problema é que ele esqueceu de lembrar quando a mãe e ex prefeita da cidade de Ibateguara, Eudócia Caldas, de que uma política limpa precisa de vontade política. E na administração de sua genitora na época não houve essa vontade política. É casa de ferreiro com espeto de pau. Não há transparência. Praticamente durante a gestão da ex prefeita nada foi dito sobre receitas e despesas a não ser alguns números nada detalhados durante a sua gestão.
Com TNH1





