As investigações apontam que os suspeitos, ao longo do período mencionado, teriam intencionalmente causado as fatalidades mediante a administração inadequada de substâncias químicas diretamente nas veias das vítimas. Um dos técnicos, de 24 anos, é acusado de ter utilizado o sistema eletrônico do hospital de maneira irregular, prescrevendo medicamentos que não eram compatíveis com as condições clínicas dos pacientes. Ele retirava os fármacos da farmácia do hospital e os aplicava sem qualquer autorização médica. Em uma das situações, um desinfetante foi inusitadamente aplicado por via intravenosa.
As vítimas incluem uma professora aposentada de 67 anos, um servidor público de 63 anos e um homem de 33 anos, cujos nomes não foram divulgados. A revelação das câmeras de segurança da UTI mostrou a presença dos técnicos nos leitos nos momentos em que os procedimentos irregulares ocorreram. De acordo com a PCDF, após confrontados com as evidências, os três técnicos confessaram sua participação nas ações ilícitas.
As detenções foram realizadas em duas fases distintas da operação, que envolveu o cumprimento de mandados, além de buscas e apreensões de materiais e dispositivos eletrônicos relacionados ao caso. A polícia agora investiga o papel específico de cada acusado e analisa se outros indivíduos estariam implicados ou se tais crimes eram parte de um padrão sistemático dentro da unidade hospitalar.
Por meio de uma nota oficial, o Hospital Anchieta comunicou que tomou conhecimento das irregularidades e imediatamente iniciou uma investigação interna, bem como acionou as autoridades competentes, oferecendo total colaboração com o inquérito. A instituição informou também que os suspeitos foram desligados de suas funções e que está prestando apoio às famílias das vítimas afetadas pelos trágicos eventos.






