Segundo Lages, apesar de relatos indicarem que Gabriel foi quem deu a ordem para que o elevador subisse, essa responsabilidade não isenta o técnico de sua obrigação de assegurar a segurança no local. O delegado afirmou que o técnico tinha conhecimento da presença do trabalhador dentro do elevador, e mesmo assim decidiu acionar o equipamento, o que vai contra os procedimentos de segurança estabelecidos.
O técnico ainda não prestou um depoimento formal à polícia, mas apresentou sua versão dos acontecimentos ao delegado no local do acidente. O delegado também mencionou a falta de um botão de emergência, um dispositivo fundamental para situações de crise, que poderia ter evitado a emergência trágica.
A investigação está concentrada em verificar quantos técnicos de segurança do trabalho estavam presentes no evento, uma vez que qualquer técnico deveria ter percebido que era incoerente permitir que Gabriel e o operador se comunicassem à distância de 25 metros e permitir a operação do elevador com alguém dentro dele.
No momento fatídico, Gabriel estava realizando soldagens no elevador e se comunicava com o técnico que estava a uma distância significativa, uma situação que se mostrou arriscada. A movimentação do painel de controle sob o palco foi uma decisão da organização do evento, que visava facilitar o trabalho para a conclusão da montagem do último elevador. Infelizmente, isso resultou em uma fatalidade.
Gabriel deixa sua esposa e dois filhos, um menino e uma menina, e já trabalhava há mais de três anos na empresa responsável pela instalação dos elevadores para o evento. A polícia permanece atenta às investigações, aguardando o depoimento do técnico, que teve que adiar sua presença na delegacia devido a problemas de saúde. A busca por esclarecimentos sobre as circunstâncias que culminaram nesse acidente trágico continua.





