“Técnica de Enfermagem Confessa Coautoria em Mortes de Pacientes em UTI e Relata Medo de Confrontar Colega”

Investigação Revela Criação de um “Trio da Morte” em Hospital do DF

Em um dos casos mais chocantes da área de saúde, uma técnica de enfermagem, Marcela Camilly Alves da Silva, de 22 anos, apresentou uma série de declarações sobre sua experiência no Hospital Anchieta, em Taguatinga, no Distrito Federal. Ela alegou ter se sentido intimidação e relutância em confrontar seu colega Marcos Vinícius Silva Barbosa de Andrade, de 24 anos, após diversas mortes de pacientes na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). O motivo da hesitação de Marcela, que estava em seu primeiro emprego, estava relacionado ao fato de Marcos ser um profissional experiente e seguir um treinamento mais avançado.

Em suas revelações, Marcela admitiu que tinha consciência de que a substância letal, utilizada por Marcos, não deveria ser aplicada daquela forma. Apesar de ter a informação e de poder ter alertado outros profissionais do hospital sobre a situação, decidiu não agir. A gravidade do caso aumentou com a conclusão do inquérito da Polícia Civil do DF, que revelou que Marcela parecia demonstrar prazer ao assistir às mortes, um comportamento alarmante que foi corroborado por imagens de câmeras de segurança do hospital, onde ela aparece manuseando a substância em uma das situações.

A Operação Anúbis, levada a cabo pela Polícia Civil, começou em janeiro, resultando na prisão temporária de três profissionais de saúde, que são acusados de homicídios dolosos qualificados. A investigação busca entender a dinâmica das mortes, os papéis de cada um dos suspeitos e se houve a participação de outros indivíduos. No momento, os três estão sob custódia, com o risco de que suas prisões sejam prolongadas ou transformadas em recomendações preventivas, dependendo do andamento das apurações.

Durante os interrogatórios, os suspeitos tentaram negar as acusações, alegando que apenas administravam medicamentos indicados pelos médicos. Contudo, ao serem confrontados com evidências, acabaram confessando a prática criminosa. O delegado responsável pelo caso, Maurício Iacozzilli, relatou que os indivíduos demonstraram uma frieza perturbadora durante os questionamentos e não foram capazes de explicar suas motivações.

Além de Marcela e Marcos, Amanda Rodrigues, também técnica de enfermagem, participou das ações, atuando como “guarda” durante as aplicações letais, de acordo com o delegado Wisllei Salomão. As investigações estão em andamento para solucionar todos os aspectos relacionados a esses homicídios, cujas vítimas, já identificadas, eram pacientes inconscientes que estavam sob os cuidados da equipe do hospital.

A prática criminosa ocorreu de modo insidioso, levando as vítimas a receberem substâncias letais sem consentimento, enquanto estavam intubadas e em estado vulnerável na UTI. Com penas que podem chegar a 30 anos por homicídio, o que ocorrerá com esses profissionais de saúde expõe uma crise de confiança na área médica e levanta questões éticas severas sobre a conduta de quem deveria proteger e salvar vidas.

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