O TCU solicita ao governo uma lista detalhada de todos os servidores que foram deslocados para o Rio de Janeiro entre os dias 1º e 18 de fevereiro, com o objetivo de acompanhar ou oferecer suporte ao presidente Lula, à primeira-dama Rosângela da Silva, conhecida como Janja, e aos ministros durante o desfile na Marquês de Sapucaí. Além disso, o tribunal requer a discriminação dos gastos da administração pública federal relacionados a essas deslocações, que incluem diárias, passagens aéreas e terrestres, hospedagens e, se houver, horas extras.
A origem dessa investigação remonta a um pedido de congressistas do Partido Novo, que alegam desvio de finalidade e uso inapropriado da estrutura presidencial na organização do carro alegórico “Amigos do Lula”. Eles afirmam que servidores e o cerimonial da Presidência estiveram envolvidos na montagem de convites, na coordenação de convidados e na logística do desfile, o que teria incluído a participação de Janja. O TCU questiona o Palácio do Planalto sobre a utilização de profissionais para essas tarefas.
Vale mencionar que a primeira-dama decidiu não participar do desfile na última hora. Em uma declaração, Janja afirmou que não compareceu à apresentação na Sapucaí, apesar de ter plena segurança jurídica para participar, devido ao temor de represálias contra a escola de samba. Durante o evento, o presidente Lula e outros integrantes do governo não estiveram presentes no desfile em si, mas ele assistiu aos eventos em um camarote fornecido pelo prefeito do Rio, Eduardo Paes, ao lado de Janja, de oito ministros e de aliados políticos.
A homenagem gerou reações no cenário político, especialmente entre grupos ligados ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que levantaram acusações de possíveis ilícitos eleitorais e de favoritismo a Lula na corrida pela reeleição que se aproxima. Essa controvérsia acende um debate sobre o uso dos recursos públicos e o papel da administração pública em eventos que envolvem a imagem do chefe do Executivo.





