Em um comunicado, Janones expressou preocupação com a gestão local, alegando que Ituiutaba foi “tomada por uma quadrilha” que estaria desviando recursos públicos. O deputado, conhecido por sua atuação nas redes sociais, levantou suspeitas de irregularidades e afirmou ter iniciado uma investigação interna na prefeitura, mas foi forçado a interrompê-la após ser alvo de denúncias falsas. Ele declarou que coletou evidências, incluindo áudios que, segundo ele, demonstram a prática de corrupção no governo municipal, e encaminhou essas informações tanto ao TCU quanto à Polícia Federal.
O mecanismo através do qual os recursos foram transferidos é conhecido como “emenda Pix”, permitindo transferências diretas de verbas da União para estados e municípios, com menos burocracia em relação aos convênios tradicionais. No ofício destinado à prefeitura, o TCU requisitou informações abrangentes acerca do processo de contratação, que incluem estudos técnicos, propostas apresentadas, bem como comprovantes de pagamento e relatórios de fiscalização. A corte também exige a apresentação de extratos bancários da conta que recebeu os recursos, além de justificativas para eventuais transferências.
O contexto da investigação é particularmente delicado, dado que Janones e Leandra Guedes tiveram um relacionamento de quatro anos, encerrado em 2018. Recentemente, a prefeita acionou a Justiça contra o deputado, alegando ter sido alvo de ameaças relacionadas a fotos íntimas do casal. Em contrapartida, Janones reafirmou sua inocência e negou qualquer crime. Caso as alegações de Janones se concretizem e as investigações apontem para a prática de corrupção, isso poderia levar a uma reavaliação do suporte financeiro ao município por parte do parlamentar, que assegurou que, uma vez que os responsáveis sejam identificados e punidos, ele voltará a destinar recursos para Ituiutaba.
