Em 2023, o andamento do processo se aproximava de uma fase crítica, quando o Ministério Público apontou a falta de documentação nos autos que permitisse avaliar a extensão das supostas irregularidades. Em resposta, o órgão solicitou ao Judiciário que requisitasse ao TCE-AL uma lista dos servidores que foram admitidos sem concurso, abarcando tanto aqueles em atividade quanto os aposentados. O TJAL acatou o pedido, e o TCE-AL, subsequentemente, forneceu as informações necessárias, o que possibilitou a continuação do processo.
Outro aspecto importante a ser considerado é a declaração de suspeição por foro íntimo de um dos promotores envolvidos na ação. Essa situação levou à redistribuição do processo dentro do Ministério Público, uma medida prevista em lei para assegurar a imparcialidade do andamento. Apesar da troca de promotores, a mudança não acarretou nulidade ou interrupção no processo. Com a nova promotora designada, o juiz responsável pelo caso informou que o processo está pronto para ser enviado para sentença.
Até o presente momento, não foi proferida nenhuma decisão de mérito nem são atribuídas responsabilidades a gestores ou autoridades específicas. Especialistas no tema alertam que o desfecho dessa ação pode gerar repercussões tanto administrativas quanto previdenciárias, dependendo do teor da decisão a ser tomada pelo TJAL. Assim, o tribunal se encontra agora diante da pressão de avaliar se a ação será considerada improcedente ou se irá reconhecer as irregularidades, estabelecendo as diretrizes necessárias para uma possível regularização futura.
