A investigação conduzida pela Diretoria de Engenharia do TCE/AL revelou diferenças significativas no preço pago por quilo de resíduo sólido tratado pela Autarquia Municipal de Limpeza Urbana (Alurb) à empresa contratada, a Orizon Meio Ambiente S/A. A discrepância de 26,56% em relação ao valor médio praticado levantou suspeitas de possível superfaturamento nos contratos, o que motivou a expedição de ofícios ao Ministério Público Estadual (MPE-AL) e ao Ministério Público Federal (MPF) solicitando uma investigação mais aprofundada sobre o caso.
Além disso, o relatório do TCE/AL apontou também para a falta de controle adequado sobre os volumes de resíduos processados e a classificação equivocada dos mesmos, resultando em cobranças indevidas e excessivas. Como resultado da auditoria, um acórdão publicado no Diário Oficial recomendou a adoção urgente de medidas corretivas no aterro sanitário de Maceió, incluindo a revisão dos quantitativos de resíduos de diferentes classes e a correção de distorções nos valores projetados desde o início dos contratos.
O prefeito JHC e o secretário da Alurb, Moacir Tenório, foram notificados pelo TCE/AL e agora têm um prazo de 15 dias para explicar os questionamentos levantados no relatório sobre as possíveis irregularidades administrativas e financeiras. A situação levanta sérias preocupações sobre a gestão dos recursos públicos na capital alagoana, aguardando-se ansiosamente os desdobramentos e possíveis correções por parte das autoridades competentes. O prefeito e sua equipe terão que lidar com as consequências de possíveis desvios detectados, enquanto a população aguarda por respostas transparentes e ações efetivas para garantir a lisura e eficiência na utilização dos recursos públicos.





