Tarifas dos EUA podem ameaçar 120 mil empregos em São Paulo, alerta governador Tarcísio

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, alertou que o estado pode enfrentar uma perda significativa de até 120 mil empregos devido à aplicação de tarifas de 50% sobre produtos brasileiros pelos Estados Unidos, com previsão de início em 1º de agosto. Essa declaração foi feita durante o painel Expert XP 2025, realizado no São Paulo Expo, no último sábado (26).

Entre os setores mais afetados estão o agronegócio e, em especial, a cadeia produtiva da laranja, na qual São Paulo se destaca como líder nacional. A laranja é uma fruta crucial para a produção de sucos exportados para os EUA, e as tarifas podem prejudicar diretamente essa indústria. Além disso, Tarcísio expressou preocupação com os pequenos produtores de café que dependem da exportação, ressaltando que a situação pode ser alarmante para aqueles que atuam em cooperativas.

O governador também criticou indiretamente o governo federal, liderado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ao afirmar que “a maior ameaça à soberania é a divisão entre nós”. Ele enfatizou a importância de um esforço conjunto entre os governos estadual e federal para enfrentar as adversidades, mesmo que inicialmente tenha atribuído a responsabilidade da crise ao governo atual.

O anúncio das tarifas se deu após uma comunicação do ex-presidente Donald Trump, que em julho utilizou suas redes sociais para informar que as taxas seriam impostas a partir de agosto. A imposição de tarifas domésticas pode ser uma barreira significativa para o comércio brasileiro nos EUA, que já enfrenta um déficit no comércio bilateral. Diferentemente de outros países que estão sendo alvo das tarifas recíprocas, o Brasil não apresenta superávit, o que agrava ainda mais suas condições de negociação.

Em meio a esta crise, informações recentes indicam que os EUA estão preparando um documento para declarar estado de emergência, o que justificaria a imposição das tarifas anunciadas. Essa situação levanta debates sobre as relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos e suas implicações para a economia brasileira, especialmente em um momento em que muitos setores estão vulneráveis a esses impactos.

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