Para resolver essa situação, Tarcísio planeja uma série de encontros estratégicos com os principais nomes cotados para a vice. Entre os candidatos mais fortes estão Gilberto Kassab, secretário de Relações Institucionais do estado, Felício Ramuth, o vice-governador atual, e André do Prado, o presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo. Enquanto Ramuth é considerado o favorito de Tarcísio, Apoio de prefeitos e deputados estaduais a André do Prado lhe confere uma vantagem importante, além da influência do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto.
Entretanto, a situação com Kassab traz uma dinâmica de tensão. O ex-prefeito de São Paulo tem se manifestado em favor da vice e procura afirmar sua relevância, mas suas ações recentes geraram um desgaste nas relações com Tarcísio. Kassab tem buscado filiar líderes de partidos aliados ao PSD, o que pode ser visto como uma tentativa de reforçar sua posição.
Após o Carnaval, Kassab planeja se reunir tanto com Ramuth quanto com Tarcísio para apresentar suas candidaturas e discutir a composição da chapa. É importante destacar que, caso Kassab escolha concorrer à vice, ele terá que deixar seu cargo de secretário até abril, conforme as normas eleitorais vigentes.
Por outro lado, os aliados comentam que, independentemente do que acontecer, Kassab provavelmente precisará se afastar da função atual para se dedicar à articulação política do PSD em um nível nacional. Essa movimentação mostra que o futuro da eleição e da política em São Paulo passa, inegavelmente, por essa escolha em particular que, se mal resolvida, pode ter repercussões maiores nas aspirações políticas de Tarcísio e de seus aliados.







