Uma análise mais detalhada mostra que a queda é especialmente notável entre o eleitorado feminino. A aprovação entre mulheres caiu de 57% para 48% no mesmo período. Quando questionados sobre a avaliação geral da gestão, 39% dos eleitores consideram-na positiva, 35% a veem como regular e 19% têm uma visão negativa. Um contingente de 8% dos entrevistados optou por não opinar ou não souberam responder.
No que se refere à continuidade do governo, a pesquisa indica que 54% dos eleitores acreditam que Tarcísio merece ser reeleito, enquanto 36% discordam dessa afirmação. Quando perguntados sobre o futuro da administração, as opiniões também se divergem: 32% desejam mudanças totais, 43% preferem ajustes em áreas que não estão satisfatórias e 22% defendem a continuidade do trabalho atual.
Essas informações ajudam a contextualizar a vantagem de 12 pontos percentuais que Tarcísio possui em relação ao ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad, do PT, na disputa pelo governo estadual. No primeiro turno, Tarcísio aparece com 38% das intenções de voto, contra 26% de Haddad. A liderança de Tarcísio também se estende a simulações para um eventual segundo turno.
Enquanto isso, a disputa pelo Senado em São Paulo permanece indefinida, com candidatos do PT, alinhados ao presidente Lula, ameaçando os aliados de Tarcísio. Essa dinâmica pode afetar a polarização das eleições, conforme os eleitores começam a definir suas preferências.
A pesquisa, que entrevistou 1.650 eleitores com mais de 16 anos entre os dias 23 e 27 de abril, possui uma margem de erro de dois pontos percentuais e um intervalo de confiança de 95%. O levantamento está formalmente registrado no Tribunal Superior Eleitoral.
