Tarcísio de Freitas defende sua postura em relação a Bolsonaro: “Não é submissão, é gratidão e lealdade” em meio a pressões políticas.

Na última sexta-feira, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, fez declarações decisivas sobre sua relação com o ex-presidente Jair Bolsonaro e seus planos políticos futuros. Durante uma agenda na região central da capital paulista, Tarcísio foi enfático ao afirmar que suas escolhas não representam submissão, especialmente em relação à sua decisão de concorrer à reeleição ao governo do estado, ao invés de se lançar em uma candidatura à presidência, opção que tem sido defendida por setores da elite financeira e do Centrão.

O governador ressaltou que seus princípios morais e éticos, que ele atribui a ensinamentos recebidos nas Forças Armadas, em sua família e em sua fé, são fundamentais em sua atuação política. “Ser grato a quem me estendeu a mão e apoiou durante momentos difíceis é um valor que prezo. Muitas vezes, na política, é mais fácil estar ao lado de alguém quando tudo vai bem, mas o verdadeiro caráter se revela quando se estende a mão em momentos de crise. Isso não é submissão”, afirmou Tarcísio, reagindo a comentários feitos pelo presidente do PSD, Gilberto Kassab. Kassab havia mencionado que o governador deve expressar gratidão a Bolsonaro sem, no entanto, adotar uma postura subserviente.

Nos bastidores, aliados de Tarcísio interpretam essas declarações como uma resposta à crescente pressão de bolsonaristas para que ele apoie a candidatura do filho do ex-presidente, Flávio Bolsonaro. Após a indicativa de Flávio como candidato, alguns setores começaram a questionar o compromisso de Tarcísio com a família Bolsonaro em seu futuro político.

Em sua defesa, Tarcísio explicou que sua identidade política está baseada em princípios que vão além da gratidão, enfatizando que a sua decisão de permanecer como governador reflete um projeto a longo prazo, que vem sendo delineado desde sua chegada a São Paulo em 2023. “Eu sou um político com um estilo técnico e ponderado. Minha decisão sobre o futuro não é um sinal de submissão, e isso sempre foi claro”, concluiu Tarcísio, reafirmando seu compromisso com seus projetos e sua visão para o estado.

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