O alerta foi feito por uma especialista da área da nutrição, que explica que o consumo excessivo e desregulado de tapioca pode ter consequências negativas. O problema reside na sua baixa quantidade de fibras e proteínas, elementos que ajudam a equilibrar a digestão e a absorção do açúcar. Isso torna a tapioca uma opção que, se consumida isoladamente ou em grandes quantidades, pode elevar os picos de glicemia, contribuindo para a resistência à insulina.
Além disso, um padrão alimentar que favorece carboidratos simples e alimentos ultraprocessados, aliado a um estilo de vida sedentário, pode aumentar o risco de acumulação de gordura no fígado, a chamada esteatose hepática não alcoólica. A tapioca, então, pode ser parte de um desequilíbrio quando inserida em uma dieta já fragilizada.
Os acompanhamentos que escolhemos para a tapioca também desempenham um papel crucial. Recheios pesados, como manteiga, queijos gordurosos ou doces como chocolate e leite condensado, podem elevar bastante a carga calórica e o teor de gordura da refeição, amplificando os riscos metabólicos já mencionados.
No entanto, é importante ressaltar que a tapioca não precisa ser abolida da dieta. Se consumida de maneira moderada e aliada a outras fontes de proteína e fibras, como peito de frango, ovos ou vegetais, pode ser uma escolha saudável. Incorporar a tapioca em uma alimentação balanceada, portanto, não é apenas possível, mas pode também ser benéfico, permitindo desfrutar desse alimento sem comprometer a saúde.






