Originalmente, na sexta-feira (7), a autora havia desestimulado a compra de novos exemplares de seu livro, que se manteve entre os mais vendidos do Brasil durante os últimos três meses. A justificativa de Klink se baseava em preocupações ambientais, alertando para o consumo adicional de papel e energia que a impressão de novas cópias acarretaria. Em vez de incentivar as compras, ela sugeriu alternativas mais sustentáveis, como empréstimos de livros, acesso a bibliotecas e doações.
“Precisamos da leitura. Precisamos de autores, pequenos, grandes e independentes”, ressaltou em sua nova postagem, reconhecendo que seu ponto de vista anterior não contemplava a importância do mercado editorial e a conexão essencial entre leitores e escritores.
A repercussão de suas declarações provocou um intenso debate nas plataformas digitais sobre questões como o acesso aos livros no Brasil e o impacto ambiental do setor. Muitos seguidores resgataram vídeos antigos em que Klink exibia sua própria biblioteca, acusando-a de contradição. Contudo, outras vozes se uniram em defesa de sua visão, argumentando a favor de uma desaceleração na produção de livros.
Klink, em sua resposta aos comentários recebidos nos dias seguintes, afirmou ter se conscientizado sobre a defesa que muitas pessoas fazem em prol dos livros, editoras e livrarias, além da importância das bibliotecas e sebos na difusão da leitura. “Nesses dois dias, soube de muita gente defendendo os livros”, concluiu, mostrando-se mais aberta ao diálogo e à reflexão sobre o impacto de suas palavras no âmbito cultural e ambiental.




