Durante os eventos festivos, o ministro do Interior, Sirajuddin Haqqani, declarou que a vitória sobre o Ocidente foi um marco importante, embora tenha reconhecido a persistência de “questões e problemas” a serem enfrentados. Desde a volta ao poder, o Talibã tem sido alvo de severas críticas por suas violações de direitos humanos, especialmente em relação às mulheres. O grupo impôs restrições rigorosas à educação e liberdade de movimento das mulheres, que, segundo a ONU e diversas organizações humanitárias, afetam milhões de afegãs que foram proibidas de frequentar escolas e universidades.
Adicionalmente, o Talibã enfrenta instabilidade interna, com uma série de assassinatos de autoridades regionais, levando a um clima de insegurança crescente. Ataques reivindicados pelo Daesh, classificado como uma organização terrorista, continuam a ser uma preocupação constante, causando a morte de figuras-chave no governo local.
Apesar do sentimento de isolamento internacional – uma vez que o governo do Talibã não foi reconhecido por nenhuma nação, exceto a Rússia – há indícios de que alguns países estão explorando formas de diálogo com Cabul. Esta possibilidade surge em meio a pressões crescentes para lidar com a migração de afegãos e a importância estratégica do país na interseção da Ásia Central, Sul da Ásia e Oriente Médio.
O Talibã anunciou que festividades para celebrar esse quinto aniversário ocorrerão também em diversas capitais, como Islamabad, Pequim e Teerã. Em Cabul, os participantes expressaram orgulho pela “derrota” dos Estados Unidos e a esperança de um futuro desenvolvimento. Entretanto, o cenário continua a ser complexo e multifacetado, refletindo os desafios persistentes que o país enfrenta no contexto político e humanitário.




